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Grande cão… certo!

Certo é que o domínio de uma arte, de um objecto, de um instrumento é sempre algo de sublime. Então quando se exerce esse domínio com a mesma naturalidade com que se respira, tudo se torna eterno e único. As notas desfilaram nos nossos interiores com a suavidade transmitida por um ancião musical, um mestre de melodias mais ou menos conhecidas, mas todas com um toque de magia.

Mais que o intérprete, louvo o criador. O criador de sonoridades que acompanharam grande parte da nossa existência sem muito complemento visual, mas que simplesmente sempre estiveram lá. Juntar, desta vez, a imagem ao som e ainda por cima a solo, teve o condão de nos fazer voar pelos sons rendidos à arte. E que arte. António Pinho Vargas A Solo, encheu um palco inteiro sem precisar de mais ninguém. Imperdível. É nestes pequenos pormaiores da vida que agradeço as oportunidades que se desfilam nas nossas existências. Obrigado pela lembrança e pela surpresa!

Embora as vivências não se transmitam com a mesma emoção com que se recebem, aqui fica uma das minhas favoritas que me acompanha o imaginário, felizmente real, desde 1987. Sem mais palavras que o momento é mais de ouvir do que de ler…


Impressionantemente Bobby McFerrin

Pronto é assim, o ambiente anda musical. Talvez seja para compensar a falta de palavras ou então apenas um atraso nas descobertas. A verdade é que este senhor é brilhante e não posso deixar de o dizer… e mostrar!


Blackbird





Drive

Solo de guitarra… sem guitarra.

Como se fosse essencial ter uma guitarra para tocar guitarra. O que é preciso é originalidade e muita, muita qualidade. Para manter a linguagem universal da música basta ter garganta, sobretudo uma que encanta!




P.S. – Powerd by

Playing For Change – II

Porque nunca é demais divulgar o que é bom, continuo a divulgar o que é muito bom. Dose dupla de Songs Around the World e desta vez com a participação de um tuga lá pelo meio. Para ouvir e chorar por mais.




Sons Israelitas

Muito bom! São as duas palavras que me ocorrem acompanhadas da devida exclamação. Os The Voca People são de Israel, embora se digam originários do planeta Voca, e cantam e representam desta maneira brutal. Como adepto confesso de música vocal (a cappella) já tenho ouvisto (de ouvir e ver) muito grupos e muitos estilos diferentes. Destes, gosto muito. Obrigado pelo envio e aqui fica a mais que merecida divulgação. Desfrutem…


Lisboa – Faro em 7 Salsas

Em aproveitamento de episódios passados e da proximidade de uma passagem de nível, sem comboios mas de dança, o desafio foi lançado e logo aceite. Todas as áreas de serviço no caminho serviriam para dançar uma salsa. A título de curiosidade, entre Lisboa e Faro existem 6 áreas de serviço e por isso a última já foi no destino propriamente dito.



Com uma média de uma salsa a cada 40 km, a viagem demora o dobro, embora não se dê por isso. O tempo não era questão, apenas o bom tempo e a vontade participaram no projecto. Concretizou-se, e teve um salsa-itinerário mais ou menos assim:

1ª Área de Serviço de Alcochete – Mi tierra - Gloria Estefan
2ª Área de Serviço de Alcácer do Sal – Tus Ojos - Gloria Estefan
3ª Área de Serviço de Grândola – Salsa Salsa – Yuri Buenaventura
4ª Área de Serviço de Aljustrel – Michaela - Sonora Carruseles
5ª Área de Serviço de Almodôvar – Mi Mulata – Frankie Negron
6ª Área de Serviço de Olhão – Amor Verdadero – Afro-Cuban All Stars
7ª Parque do Teatro Municipal de Faro – ¡Sí Señor!... - Gloria Estefan

Nesta operação Páscoa registaram-se 6 áreas de serviço e 1 parque de estacionamento, 7 salsas, 260 km e 4 horas e meia. Um saldo bem mais positivo que em igual período do ano passado.


Grupo dos Homens Azuis

Depois de me ter aficionado em Berlim pela onda azul, esperei ansiosamente que viessem até ao nosso cantinho para mostrar que um espectáculo é muito mais que público, um palco e alguém em cima dele.

Blue Man Group é uma diversão azul com boa música, e muito bons músicos. Para dançar, cantar e participar (seguramente), e sobretudo, a não perder, aqui!





P.S. – Se até o mono que estava atrás de mim teve que se levantar, qualquer ser não amorfo vai adorar!

Ken Lee

Já muito conhecido, mas sempre retemperador, este momento de cultura musical e linguística é o mote para o ânimo que se precisa numa sexta-feira 13…





P.S. – Não se admirem se derem por vocês a trautear o Ken Lee… isto prende-se aos ouvidos!

Playing For Change

Já conhecia de vários blogs e e-mails a versão “Stand by Me” deste movimento virtual, que pretende através da sua fundação (Playing For Change Foudation) ligar o mundo pela música, fornecendo recursos a músicos e às suas comunidades em todo o mundo.

Este movimento virtual, foi criado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo através da música. As versões são sobreposições de músicos de todo o mundo que vão gravando por cima do que está feito, até chegar a um produto final que corresponde à contribuição de todos. Deixo o meu contributo para a causa e a segunda música que filmaram.





P.S.: Podem sempre visitar o site e aderir ao movimento.

LISBON FILM ORCHESTRA

Assim que o Super-homem entrou sorrimos na magia da emoção e do reconhecimento. Baixámos a cabeça em homenagem ao seu voar que nos levava de novo a ver o filme só pela música. Aqueles 72 brilhantes músicos reproduziam ao milímetro, todas as notas que estavam guardadas no nosso imaginário.


A riqueza da experiência tornava o nosso privilégio empolgante. Na impossibilidade de ficar indiferente à exaltação dos sons, mexíamos nas cadeiras os nossos tons e fazíamos da excitação a partilha. As nossas desculpas ao vizinho de trás que nos pediu silêncio, mas a verdade é que fomos duas crianças na noite das bandas sonoras e depois veio o Indiana Jones e o E.T., ainda apareceu o Senhor dos Anéis mais o Harry Potter e os Piratas, lá, lá, lá, tá, tá, tá… e a Guerra das Estrelas!





Saímos para a rua a trautear saudade e na vontade de estômagos que cantavam por nós, ainda tivemos o nosso encore de bifes de banda sonora com molho à Ribadouro, acompanhado de duas partituras de John Williams bem fresquinhas. Ca ganda noite, !

... e mais Natal!

Desviei daqui... obrigado!


Outros Sons

Muito bom! Roubei aqui porque merece divulgação.



"Star Wars" - an A cappella tribute to John Williams



E tão bom como ou melhor que ou tanto quanto... acrescentei este:



Axel F Human Version

Rouxinoooooool!!!!!!!!

De seu nome Natália de Andrade, esta graciosidade do canto nacional consegue de um só sopro vocal abanar os alicerces cançonetistas de uma nação inteira. Dona de vários êxitos consagradíssimos, destaco esta ode à passarada. Sobretudo à passarada em sofrimento! Ainda pensei no Amor Verde, mas eu também tenho um e não fui capaz de o defraudar. Eis o que acontece quando o rouxinol adoece…




Roubei a ideia ao meu amigo Eduardo, mas não posso deixar de divulgar esta pérola. Este tesouro tem que ser desenterrado do mais fundo dos anonimatos. Tem que se trazer à luz do conhecimento a sua existência e o seu esplendor lírico cançonetista.

Ducentésimo

Dois centos já sentam no assento do Bilhete! Foi de uma assentada e assinto que nem dei pela passagem. Assentei arraiais e criei um novo verbo no meu dia-a-dia: o Bilhetar! Bilheto para cima e para baixo, a torto e a direito, parvamente ou pior ainda, com imaginação ou talvez não, mas confesso que me sinto bilhetantemente bem nesta paragem.

Este vício de escrita compulsiva que me corre nas veias da criação, não me deixa afastar muito as emissões. Quando emiti o primeiro bilhete, pensei que seria apenas uma experiência nova que não teria muita continuação… afinal, criei um “monstro” que me come as bolachas da imaginação e me empurra nesta Ida todos os dias. Colo assim, na parede da criatividade o ducentésimo bilhete!




Aprendi escrita, aprofundei leitura, criei Clube e outras secções, deixei palavras aos milhões. Ouvi na rádio, li comentários, lancei poemas e outros abecedários. Contei visitas, dei música e sugestões, liguei para muitos e conheci ligações.

Por isto tudo, aos 200 ergo a minha caneta e bebo de um só trago as palavras que ela contém. O que for saindo sairá, assim me permita a vontade e a emissão imaginativa!



P.S. - Em jeito de comemoração, deixo uma prenda musical, roubada neste Project...


Jardim Jaleco

É repetido, bem sei. Mas não posso deixar de reforçar a alegria do que é bom, do que nos toca, (e se foi tocado!) e do que se descobre e redescobre! A magia é a mesma, a beleza e a nostalgia também, a diferença, aliás, a grande diferença é que agora se pode ouvir!




Aqui fica, com a devida vénia aos autores do blogamus. Nunca me cansarei de divulgar este disco, de divulgar o que é bom e que é português, de divulgar o que tem a marca de uma época marcante (em que ainda nem havia telemóveis! Estou mesmo a ficar dinossauro) e de divulgar o prazer perdido em tardes de nostalgia e crescimento. O meu ser musical cresceu ao som deste jardim.

Em sexta-feira de recordações, a minha homenagem sentida, e reforçada, a um disco eternamente maravilhoso!


P.S. - É pena serem só 4...

Tossir é bem bom!

05 da manhã uma tosse, sem brilho no olhar
06 da manhã mais tosse e agonia
Às duas por três quem sabe onde isto irá parar
Eu é que já tusso tanto e até dormia

05 da manhã ei, bem bom
Tosse e amanhã ei, bem bom
06 da manhã ei, bem bom
05 da manhã ei, bem bom
06 da manhã pra dois, bem bom
Tossir e o que virá depois?
Bisolvon, ei!


Tudo verdade... até o facto de estar acordado a esta hora e com esta música na cabeça! Terá sido numa noite destas que surgiu a inspiração ao António Pinho, ao Pedro Brito e ao Tozé Brito? É que este nível de criação não se atinge a qualquer hora!

E agora?! O que fazer com esta pérola do nacional cançonetismo? A quem vamos dar isto para cantar?... hum... deixa cá ver... hum... olha, pode ser a estas meninas:





P.S. – Já que não durmo, divirto-me. Ou então, estou a ficar xarope!

Dia Mundial da Música!

Hoje, é apenas um dos 365/6 dias do ano em que a música tem dia mundial. A única diferença, é que hoje se fala disso e nos outros dias apenas o sabemos sem comentar. Como nos livros, também a música merece uma efeméride simbólica comemorativa.

A conjugação de sons numa determinada sequência, a que se decidiu chamar música, acompanha-nos desde sempre. Até antes de nascer já ouvimos música. É verdade que nem todos lemos (infelizmente), mas também é verdade que não há ninguém que não a ouça, que não a sinta, que não a veja, que não a queira… ninguém vive sem qualquer manifestação de musicalidade. Consciente ou inconsciente!

Quando é que uma combinação de sons passa a ser música? Quando nós quisermos! É essa a magia deste bem universal! A música está verdadeiramente em todo o lado. Tudo é música! Andar, viver, respirar, sentir, pensar, olhar… tudo é música! Haverá na vida, fenómeno mais abrangente?! Haverá algum outro fenómeno que abranja todas as classes, todas as condições, seres ou estados?!





Não é por acaso que é considerada das artes a primeira! Não é por acaso que é um bem patrimonial mundial, que nem precisa de divulgação nem preservação. Consegue ciclicamente renovar-se e difundir-se por si só. Para haver música, basta haver vida! E imaginação… e sentimento… e mais exemplos destes…





Mais que as palavras, ficam os sons, o sentimento e a devoção. Que todos os dias se mantenham mundiais de comemorar e ritmados de ouvir! Boas músicas!



Os Coristas

E no final um sorriso de satisfação pela hora e meia que passou. Que ternura, que vontade de chorar de alegria, que música!

Cheguei atrasado ao seu encontro, mas em boa hora o encontrei (obrigado pela sugestão!). Que maravilha de história. A música adormeceu na minha cabeça e ainda lá estava quando acordei.



Um filme para nos fazer acreditar e lembrar que a vida também tem momentos muito bons. Uma pincelada de ar fresco na cinzentude diária. É uma pena que filmes destes não tenham a máquina promocional hollywoodesca para fazer a divulgação bem mais merecida que em muitas outras situações.

Fica o meu modesto contributo divulgacional. Escever mais seria estragar. A ver sem falta!

Les Choristes

Viver

Um final é sempre um final. É um terminar, é afinal o final de qualquer coisa. Depois de uma vida inteira a subir, chega sempre a penosa hora de descer lentamente os degraus da conformidade. Adormecer no vazio do desconhecido, sem saber se há um novo dia a seguir, sem planear nada e apenas esperar!

Esperar pelo destino certo, enche de medo o mais forte dos corações e mata qualquer esperança. E a confiança? É abalada, quiçá desaparece como areia entre os dedos. E os medos? Aumentam da convicção o crescente da aceitação. Dar a mão?!

Cada ruga de experiência acarreta horas de solidão. É verdade que colhemos o que plantamos ao longo do caminhar, mas mesmo assim ninguém merece o abandono da idade e a luta desigual da incapacidade. Caminhar na direcção do fim, acarreta a responsabilidade de encarar os factos: vamos todos passar por isso!





Sinto da dúvida interna, a dúbia luta entre a raiva que vivemos e o desgosto de não fazer nada. Sinto incúria na vontade, mas não percebo o que digo. Não sei o que sinto. Mas incomoda e deixa-me inquieto no pensamento. A qualquer momento…

Divido a esperança por mim e pela criança. Já fui e aí tudo era diferente. Cresci no afastamento das vontades e apalavrei decisões e criei confusões e persegui ilusões.

Pensar no quê e não conseguir o como, aterroriza-me o quando!

Antevejo da questão o reconhecimento do meu dia. Sei que não há fuga para ele e também espero. A grande diferença é que não espero sozinho! Espero a crescer no pensamento partilhado da companhia.

Não sei que fazer, não sei que dizer… só me resta escrever!

Fim-de-semana em 3 actos, três.


O home é um fenómeno

Reconheça-se sem nenhum aviltar que de encanecido o homem não padece. Não sou admirador confesso, mas reconheço de todo o mérito, que a melodia fica no ouvido e o trautear constante, irrita de viciante.

Sentava eu, o resto do meu Domingo no zapping pré-depressão da semana que avultava, quando deparo num programa sem história de um Herman louro e 200 Kg a mais, mas que acaba epicamente com este fenómeno da música portuguesa. Ele que me ambígua do pensamento o balanço entre foleiro, humor, piroso e estilo curioso, merece de muitos a romaria, como no Cidmania e deixa-me sem guarda. Hoje quando acordei ainda tinha na cabeça esta pérola do nacional cançonetismo…





Não é apócrifo, nem efabulador, mas é da sua arte um senhor, que arrasta multidões e gerações e que faz cantar o mais céptico dos ouvintes. Das favas ao chouriço, ele é macacos e bananas, amor, neve e tudo mais, acho que até usa cabanas!

Aqui fica o meu reconhecimento que José Cid é um fenómeno nacional!


P.S. - Do Mestre nem me atrevo a falar, mas que dizer daquele coro de 5 mamarrachos que o acompanham?!