Passada é a casa que se transporta nas costas de um qualquer caracol bicha, porque nas costas de um caracol bicho é passado!
É passado, não porque – Já estou passado! – mas, porque estou passado pelo passado que passou e que trago comigo.
Na passada de caracol do dia-a-dia transportamos o passado às costas. Seremos no presente o produto do passado caminhando para o futuro? Ou será o futuro um presente do peso do passado?
É passado, não porque – Já estou passado! – mas, porque estou passado pelo passado que passou e que trago comigo.
Na passada de caracol do dia-a-dia transportamos o passado às costas. Seremos no presente o produto do passado caminhando para o futuro? Ou será o futuro um presente do peso do passado?

Agora que já estou passado com tanto presente, não quero que o meu futuro se deixe influenciar pelo meu passado. No entanto, eu sou o meu passado a caminhar no presente com um presente em direcção ao futuro que não quero deixar passar. E não deixo! Passarei pelo presente, sem me deixar passar pelo passado com passadas largas num caracol rumo ao futuro!

E que futuro!
E a todos deixo um presente que se adivinha:
Passava mas não passou, porque passou quem passou
Se não passasse quem passou, passava
Mas como passou quem passou
Não passou!
O que é?
Responderei a esta adivinha do meu passado no futuro… como um presente dado!
3 Bilhetes Comentados:
Não tenho muito jeito para adivinhas... Dá-me muito mais jeito apreciar a tua escrita. Mas essa coisa do passado, às vezes, faz sentido. Outras, nem por isso. Já que somos criaturas dotas do tal chamado livre arbítrio, podemos dar-nos ao luxo de seleccionar a bagagem de passado que podemos precisar para levar para o futuro. Já ouviste certamente a história que eu conto do Rafael: perante notas iguais a Matemática e esforços diferentes, um amigo disse-lhe que sempre era melhor estudar por causa do futuro. Ele, depois de um segundo de reflexão, concluiu que "guardava os livros para o futuro!".
beijinhos e parabéns, pelo texto e pela imagem.
eu nao respondo, porque senão faço batota! Já a sei, porque no passado, alguém passou pelo presente e me ensinou que no futuro não devia estragar presentes!
Mas finto, sem rematar:
"se não passasse quem passou, eu passava-me. Como passou quem passou, eu já a sei!"
Já nem me lembrava de responder...
É a Uva!
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