(Psic) Análise do Comportamento Carnal – I

Curiosa esta dicotomia pensante que me assoma quando olho para as pessoas. Como será este na actuação íntima? Que dirá esta durante o acto? Até onde irão estes dois? Não sei se haverá classificações profissionalmente estabelecidas onde enquadrar o estilo de cada um, mas há concerteza comportamentos classificáveis.

Assim para entrada de conversa, diria que há logo dois grandes grupos: os que são o que são sempre e os que se transformam de todo. Exemplos: 1 - fulano muito extrovertido, brincalhão, que se mete com toda a gente lá no escritório – na hora de se despir é logo o primeiro, mantém a sua desinibição habitual e gosta até de liderar e propor “coisas”; 2 – fulana precisamente o oposto. Muito calada, com um ar inseguro, sempre a pedir desculpa por ter nascido - na intimidade rasga a roupa toda (de ambos), grita como um animal selvagem e pede mais e mais no mais refinado e vernáculo português de rua. Não há nenhuma relação entre as asneiras para ela e a desinibição para ele, era ilustrativo e pode ser exactamente o contrário.

Diria também, que temos o grupo dos clássicos e dos modernos. Exemplos: 1 – nada antes do casamento. Despir de luz apagada e enfiar rapidamente na cama. Sempre à missionário, adeus e até amanhã; 2 – acontece tudo logo no primeiro encontro. Já se vão a despir no elevador e muda de posição, agora eu de pé. Esta perna é minha ou é tua?




Claro que todos os grupos têm subgrupos e dentro dos clássicos ainda temos os que depois pagam por fora sabe-se lá onde e os eternamente monogâmicos de alma e coração e do resto; enquanto os modernos se subdividem em poligâmicos consentidos, isto é, vamos a 2+2 ou 3 ou 4 e a vizinha debaixo também pode vir (para cima) e os poligâmicos enganadores e diversificados que escondem a quantidade e a variedade, entrando no campo dos bi, tri, quadri e sei lá que mais.

É esta a primeira análise (ou tentativa de) de um mundo maravilhoso de classes e subclasses, espécies e subespécies e todas as divisões e classificações que se conseguirem arranjar. Os estilos variam, os gostos e as vontades também, mas uma coisa nunca muda: a curiosidade de sabermos estas coisas uns dos outros.

Prometo continuar... ou não...

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